Análise de Ensaio de Tração

Informação

1. Dados de entrada

Cada CSV traz três colunas gravadas pela máquina de ensaio: Tempo (s), Força (N) e Deslocamento (mm). O sistema lê as linhas numéricas (ignora o cabeçalho e a linha de unidades), aceita separador vírgula, ponto e vírgula ou tabulação e aceita acentos em ISO-8859-1.

Os valores originais nunca são alterados. Tudo o que aparece nos gráficos é calculado na hora, a partir desses três valores e das medidas do corpo de prova (A₀ e L₀) informadas na tela Ensaios.

2. Grandezas calculadas

σ (MPa) = F (N) ÷ A₀ (mm²)

Tensão de engenharia: a força medida dividida pela área da seção transversal original (A₀). Como 1 N/mm² = 1 MPa, não há conversão de unidade.

ε (%) = x (mm) ÷ L₀ (mm) × 100

Deformação de engenharia: o deslocamento dividido pelo comprimento útil inicial (L₀), em porcentagem.

Exemplo (ensaio A, com A₀ = 11,5 mm² e L₀ = 25 mm): no ponto de força máxima, F = 351,84 N e x = 33,28 mm. Logo σ = 351,84 ÷ 11,5 = 30,60 MPa e ε = 33,28 ÷ 25 × 100 = 133,1 %.

3. O que cada tipo de gráfico desenha

TipoEixo XEixo YCálculoDepende de
Tensão × Deslocamentox (mm)σ (MPa)X = deslocamento medido; Y = F ÷ A₀A₀
Tensão × Deformaçãoε (%)σ (MPa)X = x ÷ L₀ × 100; Y = F ÷ A₀A₀ e L₀
Força × Deslocamentox (mm)F (N)Valores medidos, sem conversão—
Força × Tempot (s)F (N)Valores medidos, sem conversão—
Deslocamento × Tempot (s)x (mm)Valores medidos, sem conversão—

Cada ponto do CSV vira um ponto do gráfico (nenhum ponto é descartado nem suavizado). Os gráficos em painéis usam a mesma escala nos eixos para poderem ser comparados visualmente.

4. Leitura de valores no gráfico

Ao passar o mouse, o sistema pega a posição do cursor no eixo X e, em cada curva, procura o ponto medido mais próximo dessa posição. Para esse ponto ele mostra t, F, x, σ e ε, sempre calculados como na seção 2, qualquer que seja o tipo do gráfico. Se a posição estiver além do fim (ou antes do início) de uma curva, aparece "fora do intervalo". O clique fixa a leitura.

5. Resumo dos ensaios

6. Aba Comparar

Corte na ruptura. Depois do ponto de F máx, o sistema procura o primeiro ponto em que a força cai abaixo de 50 % da máxima e descarta esse ponto e os seguintes. Assim o trecho final (força quase constante após a quebra) não entra nas curvas. Isso só vale para o desenho da comparação; o resumo e a tabela usam o ensaio completo.

Curva média de cada gráfico. Cria uma grade de 300 pontos igualmente espaçados no eixo X, de 0 até o maior X do grupo. Em cada ponto da grade, cada ensaio é interpolado linearmente entre os dois pontos medidos vizinhos e a curva média é a média simples dos ensaios que ainda chegam até ali. Por isso, perto da ruptura, a média pode dar um pequeno salto (só os ensaios que resistiram mais continuam contando).

Tabela comparativa. Para cada gráfico, calcula-se σ máx, F máx e x em F máx de cada ensaio; a tabela mostra a média ± desvio padrão amostral (dividindo por n − 1; com um único ensaio o desvio é 0).

Δ (%) = (média do gráfico − média da raiz) ÷ média da raiz × 100

O Δ mostra quanto cada gráfico está acima (+) ou abaixo (−) do gráfico raiz.

7. Exportação em PNG

O PNG é desenhado de novo no tamanho escolhido (largura × altura em pixels) e multiplicado pela resolução (1× a 4×), com fundo branco. Não é uma captura da tela, por isso sai nítido mesmo em resoluções altas.